“É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas, em meio a arquipélagos de certezas”.(Edgar Moran)
Estamos vivendo em um mundo em que não há uma verdade apenas. As necessidades do homem moderno fizeram com que ele buscasse novas formas de atuação e intervenção que o fizessem mais atualizado e dinâmico. É importante destacar o papel do educador nesse contexto, além do processo estrutural do sistema de educação que precisou “correr atrás” das novas tecnologias.
Este texto tem a intenção de “conversar” sobre a ferramenta conhecida como “chat ou sala de bate-papo”.
As salas de bate-papo ou chats são uma febre nos sistemas de comunicação digital. Sem dúvida depois do e-mail é o recurso digital mais utilizado nas interações via rede de computadores, que tem na sua base a escrita.
Nos provedores de entretenimento essas salas são usadas para todo tipo de “contato”, promovendo interações das mais diversas. Nessas salas fala-se desde amor à política e são divididas por interesse. Nesse espaço chamado chat começa a ser criada uma nova linguagem, não pensada por Vigotsky ou Piaget. É dessa “nova linguagem”, formada por abreviações, sinais de linguagem, onomatopéias, e recursos gráficos que está nascendo uma forma diferente de criação de vínculos e amizades.
Nos provedores de entretenimento essas salas são usadas para todo tipo de “contato”, promovendo interações das mais diversas. Nessas salas fala-se desde amor à política e são divididas por interesse. Nesse espaço chamado chat começa a ser criada uma nova linguagem, não pensada por Vigotsky ou Piaget. É dessa “nova linguagem”, formada por abreviações, sinais de linguagem, onomatopéias, e recursos gráficos que está nascendo uma forma diferente de criação de vínculos e amizades.
O chat tornou-se rapidamente uma ótima ferramenta para a educação, um meio para realizarmos aulas e encontros síncronos via rede. Basta reservar ou criar uma sala virtual, marcar um horário para todos entrarem numa mesma sala e propor aos alunos debates e interações sobre temas específicos ou um encontro para todos tirarem suas dúvidas, mesmo quando eles estão em suas casas ou local de trabalho. É dessa forma que podemos usar esse recurso a nosso favor, tornando-o como um outro meio de interação.
O uso dessa ferramenta pelos professores, como um recurso eficiente de troca de informações, fará com que eles tenham mais sucesso na complementação de dados.
Um aspecto a ser ressaltado é que os diálogos do chat podem ser salvos e arquivados no computador pessoal ou em ambientes da rede. Assim, os alunos podem acessar e consultar esse material sempre que for preciso. Por isso, essa ferramenta tem sido muito utilizada em encontros síncronos de ambientes de educação a distância, mediada pelo computador ou com apoio de interações presencias.
Hoje já existem inclusive provedores gratuitos na internet que disponibilizam salas de bate-papo aos professores interessados. Assim, eles podem criar suas próprias salas para interagirem com os alunos.
A linguagem dos “VCS” e “TC”
Uma questão que vem sendo veiculada na mídia e tem causado grande discussão entre estudiosos e lingüistas é o uso da linguagem dos chats, pois pode levar "vícios" aos usuários. Muitos adolescentes se tornam adeptos aos "vcs" e "tb" e outros recursos onomatopaicos que acabam sendo utilizados na língua escrita escolar. Aqui o papel do professor é de saber direcionar o aluno a redefinir a língua como dinâmica e instável. Todos nós como seres falantes, devemos ser poliglotas na nossa própria língua, ou seja, saber utilizar suas variações de acordo com o ambiente. Não adianta recriminá-lo e julgar sua escrita como um "erro" de português. Muito pelo contrário, é sabido que existem momentos adequados de se usar a língua culta/padrão ou a informal/popular.
Mais uma vez a organização de tarefas é essencial: se soubermos como o conhecimento está ocorrendo e tivermos acesso a textos e recursos midiáticos, ficará mais fácil intervir quando necessário, para que a tecnologia não se transforme em instrumento de banalização do conhecimento.
Fonte: Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar - Carla Viana Coscarelli
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